Penetro a clareza incessante do pensar,
e a dubitância entupiu minhas artérias por completo.
Hoje na dureza fria qual concreto,
mora meu vil pensar no além mais.
O que será de mim
se me volto contra mim a cada gesto,
me interesso,
mas empresto a boca só aos meus pensamentos vãos...
Alteram-se as formas,
diluindo-se nas incertezas da existência,
não importa mais o que é ou o que não é.
Vivo o que vejo inexistindo na moralidade do mundo real.
Não mais passeio hoje no nível da terrena covardia...
As vozes sinceras que ainda ouço diminuem
em respeito à despedida,
mas vejo a paz que os trarão de volta
à tona do mundo.
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
terça-feira, dezembro 27, 2005
O tempo
O de um dia inteiro pensando nisso foi meu dia
E agora piso a lama e a pedra em ficção
Trama no terror da brisa fria
Tateando os astros sem vida,
Consumida, desgastada no vento
e o tempo apenas a observar
Nas suturas escapa pútrida aura
Do quente o vazio acaba por velar
A certeza finda a esperança em erros
Soluçando nos respingos os passos de perdição
Sobre o terreno das vitorias cessam-se os vôos
Quase caio em confuso fuso de insanidade
Tradução real, nas mãos tao perto
Só o incerto faz pensar, vãs ilusões...
E agora piso a lama e a pedra em ficção
Trama no terror da brisa fria
Tateando os astros sem vida,
Consumida, desgastada no vento
e o tempo apenas a observar
Nas suturas escapa pútrida aura
Do quente o vazio acaba por velar
A certeza finda a esperança em erros
Soluçando nos respingos os passos de perdição
Sobre o terreno das vitorias cessam-se os vôos
Quase caio em confuso fuso de insanidade
Tradução real, nas mãos tao perto
Só o incerto faz pensar, vãs ilusões...
quinta-feira, novembro 03, 2005
Ser insano ser
Intenso vento soprou janelas batem
Restaram dali só novos velhos tempos
Cansados banhos de obviedade
Sob guarda de um silêncio alto acobertados
Há minha desforra há sim
Que ainda trará de volta
Virá pra minhas bandas
O áspero perfume da verdade
Dera saltos, pensava voar
Quero-me livre qual grou andino
Que agora o tempo não teme mais
Fodam-se, livre é o pensar
É água mole em mente sã que é pedra pura
Só descendo rua, em fartura de ilusões
Restaram dali só novos velhos tempos
Cansados banhos de obviedade
Sob guarda de um silêncio alto acobertados
Há minha desforra há sim
Que ainda trará de volta
Virá pra minhas bandas
O áspero perfume da verdade
Dera saltos, pensava voar
Quero-me livre qual grou andino
Que agora o tempo não teme mais
Fodam-se, livre é o pensar
É água mole em mente sã que é pedra pura
Só descendo rua, em fartura de ilusões
Assinar:
Postagens (Atom)